Súplica
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Meus olhos fixos no azul
do firmamento, tentam buscar o milagre de esquecer-te,
querendo absorver dele o sonho dourado que você levou.
Meu coração sem rumo, tenta se reencontrar,
mas tudo o que consegue é encontrar você.
Grita por seu nome em vão...pede trégua à dor.
No impenetrável silêncio
da minha alma,
meu corpo estremece convulsivo, à lembrança de tua voz.
Não responde a nenhum outro som sobre a terra.
Suplica por um instante em teus braços.
Suplica por amar-te.
Meus pensamentos nascem e
morrem, em tuas lembranças.
Esqueço de mim mesma, no desejo de amar-te, de sentir-te feliz.
Que amor é esse, que
mesmo sem nunca ter existido,
mesmo sem nunca ter posto o olhar ante teus olhos,
mesmo nunca tendo unido teus lábios, aos meus lábios,
selou minha alma à tua?
Que amor é esse, que se
não verdadeiro, se mero momento de paixão,
veio predestinado a ficar?
Como posso apagar-te de
minha vida,
se tenho você talhado em meu coração?
Como posso esquecer-te,
se sinto tua presença em meu existir?
Sem forças, não mais te
peço, mas ainda te preciso.
Não mais te chamo, mas ainda te espero.
Fernanda C. Scialla