Nunca ser...a ser...
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Não sou pensamento,
mas que nunca seja teu desatino.
Não sou toque, mas libertem minhas mãos pássaros de luz a levar-te a paz
sagrada do bem querer.
Não sou presença,
mas que nunca seja o corpo que te aprisiona a alma.
Meus sentidos não te alcançam, mas abram-se meus braços no sol que desponta a
aquecer-te.
Não sou desejo, mas
que nunca seja a paixão que te consome e anula teus ideais.
Não sou brilho nos olhos, mas faça-se a minha crença no verdadeiro a módica
luz em meio a tua escuridão.
Não sou fonte
que te sacia a sede, mas que nunca seja o deserto que te leva à exaustão.
Não sou rosa no jardim, mas seja minha fala a brisa que espalha as sementes do
plantio.
Não sou matizes do céu,
mas que nunca seja a flecha que te fere as asas interceptando teu vôo.
Não sou estrela, mas flutue meu espírito na nuvem errante que te faz percorrer
a totalidade do céu.
Não sou tempo, mas
que nunca seja o momento que te paralisa os sonhos.
Não sou sonho, mas te desperte minha voz da inquietude que tuas noites assola.
Não sou realidade,
mas que nunca faça de teu coração o palco para a criação das minhas
fantasias.
Não sou fato, mas lampejem meus olhos em tua mente a face serena do amor.
Não sou história,
mas componham minhas palavras a página que te revele tua própria existência;
única!
Não tenho nada, mas que nunca roube nada de ti porque isso seria modificar-te e
que eu apenas conjugue o verbo amar-te.
Não sou nada...nunca
seja mais, mas nunca...nunca serei a razão para as lágrimas que afogam teu
coração na dor.
Te prometo...
Fernanda C. Scialla