Meu coração
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Descortina o véu.
Como meteoro rasga o céu.
Sangra a ferida...eu e você.
Coração e alma...
Pássaros voando em sintonia, nascidos de um mesmo ninho cantarolando o
amanhecer.
Flutua pelos espaços infinitos.
O corpo que te envolve não pode te prender.
Movimenta-te no éter da existência...
Só você sabe o significado das verdades que te tocam os sentidos.
E faz a alma desabrochar.
És tu e só tu, o destinatário do divinal.
És território desgovernado, meu coração...
E só a alma a ti entende, transformando a ti e a razão, em música e melodia.
Os olhos, remota luz infiltrada no seu íntimo mais profundo,
Que sempre te guiaram o caminho e te fizeram prosseguir,
São os mesmos que hoje te recompõem, em nome da esperança e do puro amor.
O sonho resgatou-o de dentro de ti como magia do tempo.
E o destino não poderá leva-lo de ti nem com a fúria do vento.
Regressa coração...regressa de ti mesmo.
É preciso estar longe para se estar perto.
Abraça o que existe. Liberta o desejo.
De todas as verdades sabes a que escolheste.
Trazes de um sonho...outro sonho.
Já que não cansas de nascer e morrer, meu coração...
Já que sabes que por quantas vidas pulsares, minha alma a ele amará.
Não acuses. Não te sintas roubado.
Sempre soubeste em que mãos farias tua morada.
Não és apenas versos perdidos...és amor simplesmente.
Ouve o vento, escreve nele, encontra a resposta.
Passa adiante...chegará até ele!
E assim, ordena a quem amas que seja feliz.
E a felicidade ele alcançará!
E quanto mais sereno, veloz e determinado teu vôo, meu coração,
Mais rápido chegarás a aurora...
Fernanda C. Scialla